O uso de IA generativa em videogames tem sido controverso, para dizer o mínimo, mas quando se trata de arte, a reação negativa foi ainda mais forte. Um jogo atualmente acusado de usar a tecnologia é Fatal Fury: City of the Wolves, já que o novo trailer da próxima segunda temporada de personagens DLC do jogo de luta está sendo escolhido online. Os espectadores e comentaristas se debruçaram sobre o trailer, alegando que os designs dos personagens são inconsistentes e que certos elementos visuais contêm IA generativa. A maior arma fumegante, de acordo com os telespectadores, é uma foto rápida do antagonista da série Geese Howard, que parece estar faltando um pé inteiro.
Outros exemplos de IA generativa apontados incluem a motocicleta de Blue Mary sem vários componentes vitais – e sendo um modelo completamente diferente do que ela normalmente pilota – e Kim Jae Hoon tendo guarda-roupas visivelmente diferentes entre seus modelos de personagens cinematográficos e de jogo. Entramos em contato com o desenvolvedor, SNK, para obter detalhes sobre o trailer e atualizaremos esta postagem assim que recebermos uma resposta.
Se Fatal Fury estiver usando IA generativa, não seria o primeiro jogo a fazê-lo. A Activision confirmou que ferramentas de IA foram usadas no desenvolvimento de Call of Duty: Black Ops 7, mas insistiu que o processo criativo “continua a ser liderado” por humanos. Enquanto isso, os fãs acreditam que Battlefield 6 apresenta arte gerada por IA, e o Indie Game Awards rescindiu os prêmios dados a Clair Obscur: Expedition 33 depois que foi descoberto que o desenvolvedor Sandfall Interactive usou recursos gerados por IA durante a produção do jogo.
A desenvolvedora de Baldur’s Gate 3, Larian Studios, também enfrentou reações adversas depois que foi revelado que estava experimentando ferramentas de IA para arte conceitual. O CEO do estúdio, Swen Vincke, mais tarde abordou a controvérsia e explicou que o estúdio evitará usar IA generativa inteiramente na criação de arte conceitual para seu próximo jogo, Divinity.
